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Amor rima com dor, isso e que e viver


Essa semana passei por uma perda, acompanhei o primo do meu esposo, praticamente seu irmão de criação, sem saber que ele estava em seus últimos dias. Não foi a primeira vez que passei por isso, pela perda de alguém querido, mas nunca é fácil. São muitas as perguntase acompanhada delas vem os apelidados “bodes expiatórios”.

Sempre queremos achar uma resposta diante da morte, sempre queremos culpar alguém, ás vezes uma pessoa, parte de suas escolhas, ou o destino, ou Deus, o diabo e o mundo. Tudo numa tentativa de amenizar a dor do vazio, de ter de aceitar que há uma matemática que não fecha, pelo menos não para nós, seres finitos que somos, pelo menos neste plano.

Algumas pessoas vão bem tarde, outras nos surpreendem indo cedo demais, e diante do que chamamos de tragédia, não há nada que possamos fazer, a não ser lidar com ela. Aceitar, chorar, deixar ir e seguir em frente. Se pudéssemos pararíamos tudo diante da dor, mas não é o caminho, a ordem natural é seguir...

Um filme que sempre me emociona muito e me ajuda a lidar com a perda é o filme, “Uma prova de amor”. Sara, vivida por Cameron Diaz (gosto muito dessa atriz, principalmente porque ela não se limita a fazer um único tipo de gênero de filme, e faz todos muito bem) e Brian Fitzgerald (Jason Patric) são informados que Kate (Sofia Vassilieva) sua filha, tem leucemia e possui poucos anos de vida.

Então, depois da descoberta da doença da filha os pais tentam de tudo até buscar um procedimento médico ortodoxo, gerando um filho de proveta que seja um doador compatível com Kate. Assim, nasce Anna, vivida por Abigail Breslin, que logo ao nascer doa sangue de seu cordão umbilical para a irmã. Anos depois, os médicos decidem fazer um transplante de medula de Anna para Kate. Ao atingir 11 anos, Anna precisa doar um rim para a irmã.

Enfim, depois de muitas tentativas que acabam gerando um drama familiar e médico, que chega ao tribunal e a exaustão mental da mãe da menina, chega o dia que a despedida é inevitável.

Bom, e junto ao desfecho do filme, eu faço o meu desfecho no filme da vida real. Todos nós se pudéssemos, faríamos qualquer coisa para manter as pessoas que amamos junto de nós para sempre. A vontade é de ter superpoderes de voltar no tempo e faze-lo parar, rebobinar afita e, ou, mudar o final da história. Mas não é possível, é tão real que a ilusão perde a fala e a ficção se rende a verdade.

Mas, o que aprendi é que temos que dá sempre o nosso melhor a todas as pessoas, e a todo momento. Não deixar ninguém na superfície dos nossos olhos, mãos e abraços.

Eu não pude estar com meu amigo no dia que ele não resistiu e foi embora, talvez não pude dar o que era de fato melhor para ele. Mas o que me consola é que dei o meu melhor dentro do tempo que me foi permitido dar. Pois, como diz meu querido, William Shakespeare, “Deixe as pessoas que você ama, sempre com palavras carinhosas, pois você não sabe quando será a última vez”.

Em memória do primo, Laudinei.

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